Desde pequeno que gosto de siglas e com o decorrer da minha vida, por questões profissionais, as siglas abalroaram a minha vida de tal forma que chego a abstrair-me de conversas técnicas que tenho, só para imaginar a reacção auditiva de alguém alheio àquele chorrilho de palavras pertencentes a tal dialecto alienígena. Primeiro ligas a RJ45, depois esperas alguns segundos até a layer 1 subir e vês se adquire IP. Se não adquirir é porque o modem do ISP não tem o DHCP server activo independentemente se é ADSL ou RF. Se tiveres dúvidas ligas-me para aquele número SIP ou através do gateway VoIP ligado ao PABX. Em último caso tens sempre o manual no servidor de FTP ou no portal https...
A verdade é que uma das primeiras siglas que me lembro e que sempre me fascinou foi a inscrição INRI. Sim, essa mesma, aquela inscrição que se vê por cima dos crucifixos mesmo rente à cabeça de cristo. Não que eu seja muito católico, que não sou, já a minha avó dizia. O
que tens filho, Nada avó, respondia eu, Não acredito, dá-me a impressão que não andas lá muito católico. E eu sempre acreditei naquilo. No entanto, devo desde já confessar que andei muitos anos enganado, primeiro porque em pequeno não fazia a mínima ideia de que aquilo se chamava sigla, e depois porque após aprender que aquilo era uma sigla andei enganado mais uma série de tempo desconhecendo que na realidade aquilo era um acrónimo. Portanto passo a explicar caso não saibam, e longe de mim o pretenciosismo de vos querer ensinar o que quer que seja, mas INRI, Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, Jesus Nazareno Rei dos Judeus, não é uma sigla, mas sim um acrónimo. Porquê? Porque as letras iniciais de cada palavra na frase, lêm-se como se fosse uma palavra em vez de se pronunciar letra a letra como no caso da sigla CCB, Centro Cultural Belém, por exemplo. Mas se quiserem saber mais sobre isso vejam aqui ou então façam isto. No entanto, não queria deixar passar esta oportunidade para referir alguns acrónimos recursivos, acrónimos esses cuja expansão inclui o próprio termo. Vejamos:
que tens filho, Nada avó, respondia eu, Não acredito, dá-me a impressão que não andas lá muito católico. E eu sempre acreditei naquilo. No entanto, devo desde já confessar que andei muitos anos enganado, primeiro porque em pequeno não fazia a mínima ideia de que aquilo se chamava sigla, e depois porque após aprender que aquilo era uma sigla andei enganado mais uma série de tempo desconhecendo que na realidade aquilo era um acrónimo. Portanto passo a explicar caso não saibam, e longe de mim o pretenciosismo de vos querer ensinar o que quer que seja, mas INRI, Iesus Nazarenus Rex Iudaeorum, Jesus Nazareno Rei dos Judeus, não é uma sigla, mas sim um acrónimo. Porquê? Porque as letras iniciais de cada palavra na frase, lêm-se como se fosse uma palavra em vez de se pronunciar letra a letra como no caso da sigla CCB, Centro Cultural Belém, por exemplo. Mas se quiserem saber mais sobre isso vejam aqui ou então façam isto. No entanto, não queria deixar passar esta oportunidade para referir alguns acrónimos recursivos, acrónimos esses cuja expansão inclui o próprio termo. Vejamos:
GNU - GNU Not Unix
VISA - Visa International Service Association
BING - Bing Is Not Google
PEDRO - Pedro É Duro de ROer
CRISTO - Cristo Ressuscitou Instantaneamente Sem Ter de Orar
Já gostava de siglas... Mas gosto ainda mais de acrónimos. Recursivos de preferência. Um dia voltamos cá que isto dá pano para mangas.
Comentários