Ontem fui bater num artigo da obvious lounge escrito pela Ana Filipa Carvalho, que me relembrou que continuam a existir pessoas por esse mundo que continuam a ouvir Joy Division. E aquilo inspirou-me...Inspiração
ser mais ninguém porque todos aqueles que partilhavam este nicho do mundo comigo, desistiram e renderam-se à estagnação dos subúrbios.
Porque 'décadas' passaram parecendo uma eternidade. O próprio 'eterno' alguém diria. 'Vinte e quatro horas' sobre 'vinte e quatro horas' enquanto o 'coração e a alma' procuram os 'meios para um fim' fartos de vaguear numa 'colónia' que na realidade não é a nossa. Também nós precisávamos de um 'êxodo' para um sítio remoto, num 'isolamento' que nos afastasse desta 'feira de atrocidades'.
Admiração
Almost May 18th again but
You're still remembered Ian
Trafford, 15 de julho de 1956
Macclesfield, 18 de maio de 1980
As a tribute here's one of my favorites...
As a tribute here's one of my favorites...
Twenty Four Hours - Joy Division
written by Ian Curtis
So this is permanence, love's shattered pride
What once was innocence, turned on its side
A cloud hangs over me, marks every move
Deep in the memory, of what once was love
Oh how I realised how I wanted time
Put into perspective, tried so hard to find
Just for one moment, thought I'd found my way
Destiny unfolded, I watched it slip away
Excessive flashpoints, beyond all reach
Solitary demands for all I'd like to keep
Let's take a ride out, see what we can find
A valueless collection of hopes and past desires
I never realised the lengths I'd have to go
All the darkest corners of a sense I didn't know
Just for one moment, I heard somebody call
Looked beyond the day in hand, there's nothing there at all
Now that I've realised how it's all gone wrong
Gotta find some therapy, this treatment takes too long
Deep in the heart of where sympathy held sway
Curiosamente, o tema de Joy Division, 'feira de atrocidades', The Atrocity Exhibition, é na realidade um tema inspirado no livro de J.G. Ballard sobre o qual um dia Ian Curtis colocou as mãos.A arte é uma rede de influências e inspirações que nos levam pelos mais diversos caminhos. Senão vejamos, o tema de Joy Division é inspirado no livro de J.G. Ballard. Ballard escreve o livro separado em fragmentos à laia da escrita de William S. Burroughs, escritor americano que Ballard admira. Anos mais tarde o cineasta David Cronenberg realiza baseado num dos livros de Burroughs o filme Naked Lunch, que é até hoje um dos meus filmes favoritos, de um dos realizadores cinematográficos que mais gosto. E influenciado por tudo isto de uma forma ou de outra, aqui ando eu a escrever crónicas que outros irão ler. Ou não.
Naked Lunch (1991)
Realizado por David Cronenberg baseado no livro de William S. Burroughs



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