Se ponderarmos bem, e ignorarmos todos os valores que ao longo do tempo foram assumindo uma importância exagerada e irrealista no que respeita à verdadeira condição humana, chegamos à conclusão que quase tudo se resume a nada.
Já pararam hoje para pensar no que realmente querem? Já pararam esta semana ou a semana passada para pensaram no que é realmente importante na vossa vida? Já? Sejam sinceros com vocês proprios e não me façam o jeito a mim. Pensem sinceramente no que é realmente importante, mas olhem à vossa volta, vejam os exemplos dos outros, daqueles que vocês criticam e daqueles que vocês admiram. E em última instância imaginem, mas imaginem com força, ao ponto de doer, se alguém vos dissesse que tinham dois meses de vida porque já não dá para operar ou curar. Imaginem ao ponto de doer, que neste momento recebiam uma chamada a dizer que a pessoa que mais amam morreu por doença fulminante ou acidente. Imaginem só por um bocadinho, mas imaginem mesmo a ponto de doer. Imaginem que afinal, tudo aquilo que tinham como garantido porque a esperança de vida
dos nossos dias até é alta, caía por terra como um soco no estômago que vos tira o chão debaixo dos pés e vos injecta uma descarga de adrenalina que vos deixa zonzos a ponto de questionarem a realidade.

Imaginem que tudo aquilo que tinham como naturalmente garantido já não é. Agora não imaginem, porque na realidade, nada disso é garantido. E vocês sabem disso, não sabem? Só que teimamos em esconder o frágil que somos à laia de avestruz. Cabeça enterrada nos dias insossos esperando atingir o jackpot da vida que nunca irá chegar.
Já pararam hoje para perceber aquilo que é realmente importante? É que se já o fizeram devem ter chegado à mesma conclusão, de que tudo se resume a quase nada, porque de tudo, quase nada é verdadeiramente importante.

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