Art Nouveau

Todos os dias passeias por mim como num jardim antigo de estradas de terra; quando a arte nova se combinava com passeios no parque sob chapéus de sol de princesa rodopiando ao sol e quando toda a paixão do mundo era um só livro de Anais…


Dessa altura relembro os candeeiros com múltiplos  vidros coloridos que deixávamos acesos noites a fio entre copos de absinto e cinzeiros poluídos com as beatas do nosso amor que deixava-mos espalhado pelo chão das roupas... A minha caneta favorita em cima de um rascunho de papel escrito à mão, claro, sob a luz atenta de um candeeiro contra o qual uma traça voa incansavelmente. Nesse rascunho desenho o teu corpo em palavras loucas de saudade e escrevo os teus olhos numa nostalgia que me atira ao chão, uma embriaguez que vem directa do coração…


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