quaNdo oLHas

E quando olhas,
Sem esconder quem és,
Acende-se um sol,
Brilham mil luzes de natal;
Param os pulmões, o coração,
E és mil presentes por desembrulhar,
Numa ânsia fora do normal;
E nesse momento sem tempo,
Num desejo de tormento,
Mataria apenas para te abraçar

Quando olhas,
Vestindo apenas quem és
De tudo o resto despida -
Ar rarefeito a dez mil pés -
És menina e mulher, inocente e atrevida;
E naquele momento sem tempo,
És da minha alma alimento,
Saudade em mim cravada e erguida


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